4 histórias macabras de Jundiaí

Gatinhos fofinhos, aqui não. // Foto: Koch

Um gatinho fofinho para começar bem.

Nada de loira do banheiro, Kombi com palhaços assassinos ou aparições de fantasmas. Das histórias da infância, lembro de lendas urbanas e casos macabros que aconteceram por aqui e tiraram o sono de muita gente. Com o tempo, verdade e mito se confundem, acontece. O que não parece sumir é o medo que essas histórias ainda despertam em algumas pessoas. Abaixo, relembre 4 histórias jundiaienses. Conhece outra? Manda nos comentários!

1. A casa que jorrava sangue

Chamaram o Padre Quevedo? // Foto: Reprodução

Chamaram o Padre Quevedo?

Essa é famosa, deu até na TV. Em junho de 2008, uma casa no Jardim Bizarro – veja bem – começou a jorrar sangue do chão, ao estilo dos filmes de terror. Nem as rezas, daquelas bem brabas, ajudaram. O fenômeno se repetiu por dois dias para o desespero do casal de idosos que lá vivia e a curiosidade da vizinhança. “O resultado do exame é irrefutável. Fizemos a análise mais de uma vez e não há dúvidas de que se trata de sangue humano e fresco, do mesmo dia em que fizemos a coleta”, foi o que disse o chefe da Polícia Científica à Folha. As investigações seguiram e, sem mais pronunciamentos, o assunto morreu.

2. Lobisomem da Santa Clara

Esta imagem é meramente ilustrativa, ainda bem.

Esta imagem é meramente ilustrativa, ainda bem.

Rota popular para as cachoeiras da Serra do Japi, o bairro Santa Clara abriga uma tradicional festa religiosa e é lar de um legítimo lobisomem. Pelo menos é o que diz a lenda que circula por aí desde que Jundiaí é Jundiaí, sobre uma moça que ao invés de ser atacada, foi protegida pelo bichão… As versões mudam, mas é fato que há mais mistérios entre o céu e a Serra do que queijo nas nossas coxinhas. Gente de todos os cantos vai para lá fazer suas artes das trevas cultos e rituais dos mais diferentes tipos, das “macumbas” aos contatos extraterrestres – mas será que eles levam o lixo embora depois?

3. A mulher que matou os filhos com uma serra elétrica

Esta imagem é meramente ilustrativa, ainda bem (parte 2).

Esta imagem é meramente ilustrativa, ainda bem (parte 2).

Novembro de 2006. Era uma tarde comum de terça-feira quando Elisângela Rosa de Paula Oliveira, então com 25 anos, buscou os filhos na escola. Chegando em casa, no bairro Almerinda Chaves, foi com a serra elétrica que o marido usava para trabalhar que ela degolou Vinícius, de 6 anos, e Thaís, de 1 ano e 7 meses – segundo a perícia, a menina viu o irmão sendo morto e fugiu, mas foi pega pela mãe na cozinha. Ninguém desconfiou de nada, os gritos e o barulho da máquina foram silenciados por música alta. Os corpos foram encontrados pelo pai das crianças no dia seguinte (existem imagens da cena do crime, eu não aconselho). Após ser presa, Elisângela foi espancada por 48 detentas revoltadas com a crueldade do crime, quase morreu.

4. Maria dos Pacotes

O olhar profundo (e azul, dizem) da Maria dos Pacotes.

Maria dos Pacotes, dona de um olhar cheio de mistérios (e azul, dizem).

Carlota Edith Barbieri era seu verdadeiro nome. Ficou conhecida como Maria dos Pacotes por conta dos embrulhos que carregava consigo em suas andanças pelo Centro da cidade. Não era pedinte, vez ou outra aceitava comida ou cigarros daqueles com quem cruzava, mas nunca dinheiro. De personalidade forte, não gostava se ser abordada e reagia com violência quando ofendida. Uma lenda cercada por lendas, Carlota falava inglês e russo, sua língua materna, e “ficou louca” após ser abandonada pelo noivo no altar, perambulando por aí com os presentes do casamento que nunca aconteceu. Morreu em 2009, aos 84 anos, em consequência de um atropelamento. Um jornal dos anos 1960 foi encontrado em seu leito de morte, trazia as notícias da sua rejeição amorosa.

Bônus: Zumbiahy

Fuja para as colinas!

A cidade foi invadida! Primeiro pelos italianos, depois pelos zumbis.

Dirigido por Fábio Castel e lançado em 2011, Zumbiahy é um curta-metragem no melhor estilo trash e foi rodado em Jundiaí. Na história, uma epidemia zumbi atinge a cidade e um grupo de pessoas luta pela sobrevivência enquanto enfrentam a ira dos mortos-vivos. O filme completo está disponível no YouTube.

Anúncios

7 pensamentos sobre “4 histórias macabras de Jundiaí

  1. Não tinha também uma lenda urbana sobre uma moça que foi morta pelo noivo, ou ela matou o noivo… Enfim, no túmulo dela tem um vestido de noiva, lá no cemitério do centro? Ela chamava Ana alguma coisa… Eu nunca soube direito essa história, sei da existência do túmulo e nunca do resto.

    Curtir

    • Oi Liliane! Já ouvi falar desta, a versão que conheço diz que o noivo morreu no dia do casamento, e ela se deitou sobre o túmulo e lá ficou para sempre… Verdade ou não, é uma história de amor bem intensa. Não incluí no texto porque carece de fontes. Bjo!

      Curtir

  2. No caso da ” Casa que jorrava sangue “, foi comprovado um tempo depois
    que o sangue era de “lesões / varises” da propria senhora moradora da casa,
    que estouravam e ela mesma não sentia dor, ou prestava atenção. Ela deixava
    rastros de sangue pela casa, ou em locais em que ficava muito tempo em pé, como
    na cozinha. Quando ela via sangue em seus pés, pensava que era de algum lugar que ela
    tinha pisado, ou seja, da casa.

    Sobre a mulher que matou os filhos: A arma do crime não foi uma “serra eletrica”, e sim
    uma famosa “Makita”, uma especia de furadeira, só que ao invez de acoplar brocas, ela
    acopla discos de corte. Utilaza geralmente para cortar pisos, barras de aço,etc.
    Apenas uma criança foi decapitada. A outra criança teve um corte severo no pescoço, mas
    que não chegou a decapitação.

    Sobre a Maria dos Pacotes, ela não era moradora de rua, apenas perambulava pelas ruas da cidade.
    Ela tinha casa, e era cuidada por uma pessoa. Os presentes que ela mais gostava de receber:
    Bala de menta e bolacha de chocolate.
    Maria dos pacotes tinha um especie de disturbio em que ela empacotava algumas coisas e levava
    consigo. Caso você desse algum desses presentes para ela, ela empacotaria!

    Muito bom os posts. Me fez lembrar dessas lendas sensacionais daqui da cidade.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s