Cinema, mulher e arte no Brasil com Anna Muylaert

A sagacidade do novo filme de Anna Muylaert encanta. Em “Mãe só há uma”, a cineasta traça um perfil contemporâneo do Brasil, abordando temas como gênero e sexualidade na juventude e estereótipos sociais, ao mesmo tempo em que nos leva à uma quase-ficção, inspirando-se em um caso de real de rapto de crianças para criar um ambiente ainda mais dramático.

Na história, o outsider Pierre (Naomi Nero) descobre que foi roubado ao nascer e vê sua vida transformada em uma série caótica de acontecimentos. Ele enfrenta uma jornada de descoberta pessoal, transitando sexualmente e desconstruindo padrões de gênero, enquanto tem de encarar o problemático convívio com a “nova família”.

Se já era respeitada por seu extenso currículo, com títulos como “Durval Discos” (direção) e “Castelo Rá-Tim-Bum” (roteiro), o reconhecimento internacional após seu aclamado “Que horas ela volta?”, onde também observa a sociedade brasileira recente, fez de Anna um dos principais nomes do extremamente machista cinema nacional.

A artista esteve em Jundiaí para lançar “Mãe só há uma”, durante sessão de estreia do projeto Cinema de Arte, e conversou com o blog sobre a repercussão do seu trabalho, a importância da arte e da cultura e o é que ser mulher e artista no Brasil recente. Aperte o play:

“Mãe só há uma” está em cartaz no Cinépolis do JundiaíShopping, confira os horários.

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