A ponte e o pixo

A Ponte Torta foi pixada de novo. E isso deu o que falar.

Preservar a Ponte Torta é manter relações históricas e afetivas – por mais que para muitos nada disso importe. A cidade se transforma e as coisas assumem novos significados, é preciso ampliar as perspectivas e superar radicalismos para estabelecer diálogo.

Por um lado, parece não haver coesão entre os pixadores. Uns defendem, outros esbravejam na internet (e só nela) e há quem queira a cabeça de quem pixou. O que têm feito na cidade para transformar o status quo a respeito do protesto e/ou da linguagem praticada por eles? Isso me interessa.

No outro, o movimento de ocupação agiu de maneira ansiosa, receando (com razão, diga-se) o impacto do pixo na existência e permanência das manifestações ao redor da ponte – considerando que a força pública vai sempre agir sobre o que não é agradável aos olhos da massa.

As duas manifestações têm interseções suficientes para sentarem e discutirem na mesma mesa a partir de agora. O maior ponto comum está no fato de ambas promoverem discussões sobre território, ainda que de maneiras distintas.

Não cabe mais insistir em posições unilaterais.

Precisamos aprender alguma coisa juntos.

Tá todo mundo no mesmo barco furado.


Nota: PIXO ou PICHO, pra mim tanto faz

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